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  Olímpia-SP, Quinta-Feira, 31 de Julho de 2014
 
 
 
  Reacendendo a vida - Secretaria Municipal da Saúde - Prefeitura Municipal de Olímpia-SP
  Reacendendo a vida
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Secretaria Municipal de Saúde de Olímpia

GRUPO REACENDENDO A VIDA
PORQUE A VIDA É MELHOR SEM O CIGARRO.

Introdução
 
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a maior causa isolada evitável de mortes precoces em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, sejam fumantes e 2 bilhões de pessoas sejam fumantes passivas. O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4 milhões de mortes anuais sendo que esses números representam mais de 10 mil mortes por dia (WHO, 2005).

O jogo de estratégias criado para minimizar o impacto da divulgação das evidências científicas sobre os malefícios do tabaco e a existência de um longo espaço de tempo (cerca de 3 a 4 décadas) entre o início do consumo e as manifestações de seus efeitos mais graves (Murray e Lopes, 1996) tem contribuído para este quadro. De acordo com a Organização Panamericana da Saúde[1], o tabagismo é o responsável por cerca de 30% das mortes por cancro (câncer no Brasil), 90% das mortes por cancro do pulmão, 25% das mortes coronarianas, 85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crónica e 25% das mortes por derrame cerebral.

Ainda de acordo com a organização, não existem níveis seguros de consumo do tabaco. O método de avaliação de Fagerström é, hoje, utilizado por especialistas, para ajudar a definir a melhor estratégia para quem quer largar o cigarro. Este questionário é utilizado por médicos a fim de determinar se uma pessoa está seriamente viciada na nicotina.  Caso as atuais tendências de seu consumo continuem, as estimativas serão para 10 milhões de mortes anuais em 2010.  Vale ressaltar que, dessas, 70% ocorrerão em países em desenvolvimento, onde os problemas graves associados ao tabagismo dividirão o cenário com problemas básicos de saúde como desnutrição, deficiência de saneamento e de suprimento de água, doença infecto-contagiosas, ainda não controladas (WHO, 1999). 

Atualmente, o tabagismo é amplamente reconhecido como uma doença epidêmica resultante da dependência de nicotina e classificado pela OMS no grupo dos transtornos mentais e de comportamento decorrente do uso de substâncias psicoativas na Décima Revisão de Classificação Internacional de Doenças (CID 10) (WHO, 1997).  O uso do tabaco é basicamente motivado por um desejo de exposição à nicotina. 
O cigarro contem 4.700 substâncias tóxicas e é responsável por 95% dos casos de câncer de boca, 90% das inflamações de mama, 80% da incidência de câncer no pulmão, por 97% dos casos de câncer da laringe, 50% dos casos de câncer de pele, 45% das mortes por doença coronariana (infarto do miocárdio) e 25% das mortes por doença cérebro-vascular (derrames cerebrais).

O tabagismo é uma doença causada pela dependência física da nicotina. Os viciados seguem o comportamento idêntico aos dependentes de heroína e cocaína. A proporção de fumantes em nosso país é de 23,9%, sendo que as classes de nível socioeconômico mais baixo fumam mais.
Cerca de 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade (atualmente temos aproximadamente 2,8 milhões de fumantes nessa faixa etária), mas a grande concentração de fumantes está na faixa etária, entre 20 a 49 anos de idade. A região Sul é onde existem mais dependentes: 42% dos habitantes. No Nordeste, são 31%.

Os moradores da zona rural fumam mais que os das zonas urbanas. O Brasil é o maior exportador e quarto maior produtor de tabaco no mundo, ficando, pela ordem, atrás da China, EUA e Índia.
As doenças ocasionadas pelo consumo de tabaco matam 3 milhões de pessoas no mundo anualmente, com uma projeção estimada de óbitos em torno de 10 milhões até o ano 2020, das quais 7 milhões ocorrerão nos países em desenvolvimento. Vale dizer que o tabagismo, hoje, mata mais que a soma das mortes por Aids, cocaína, heroína, álcool, suicídios e acidente de trânsito.

Objetivos:

1.Informar sobre aspectos psicológicos, físicos, emocionais, culturais, etc.
2.Aprender novos meios de superar as dificuldades.
3.3. Oportunizar trocas de experiências entre participantes.
4.Oferecer um ambiente de compreensão e de liberdade para falar sobre os problemas com o cigarro.
5. Aumentar a capacidade de reconhecer, prevenir e enfrentar situações de risco.
6.Auxiliar na mudança de pensamento, sentimentos e comportamentos para uma melhor qualidade de vida.
7. Fazer novas amizades com pessoas com o mesmo objetivo, uma vida sem o cigarro.
8. Atuar também na prevenção, recuperação e re-socialização dos dependentes, bem como amparar, orientar e assistir a seus familiares e amigos.
9.Prevenção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT);
10.Oferecer suporte psico-social e médico durante o período de acompanhamento de cessação do cigarro.


Métodos
Antes de relatarmos a metodologia utilizada no grupo é necessário recorrermos ao histórico de formação do grupo para compreendermos melhor os métodos adotados pela equipe.

Um breve histórico:
Através do programa “Fantástico” da rede globo de televisão onde o médico Dr. Varella fez um acompanhamento de pessoas que gostariam de parar de fumar teve-se a idéia de implantar algo parecido com isso no município.

No dia 29 de agosto de 2002 foi lançado no rádio esse programa solicitando que todos que gostariam de parar de fumar poderiam ligar na secretaria e fazer sua inscrição. Em poucos dias já tínhamos 50 pessoas para iniciarmos os encontros, assim as inscrições foram encerradas. Havia um trabalho parecido no Instituto Moléstias Cardiovasculares (IMC) de São José do Rio Preto e a equipe, inicialmente composta por 1 enfermeira, 1 psicóloga e 1 dentista, foi até este serviço conhecer o trabalho.

Após vários estudos desta equipe deu-se início o Programa com 50 pessoas. Inicialmente, tomando como exemplo o trabalho desenvolvido pelo IMC, o grupo era aberto e poderia entrar pessoas em qualquer momento e os temas eram trabalhados de acordo com a necessidade do grupo e alguns temas eram trazidos pela equipe.

Houve várias dificuldades, como por exemplo, vínculos formados nos grupos que sendo assim começou a desviar do principal objetivo que era a cessação do cigarro para outros problemas psicológicos das pessoas.
Em 2003, a equipe já ampliada com mais 1 dentista e 1 médico, foi capacitada pelo INCA através de curso realizado na cidade de Campinas, inclusive para implantação de um Centro de Cessação de Cigarro com dispensação de medicamentos fornecidos pelo Ministério da Saúde que estava começando o programa e implantação desses centros. Com a equipe capacitada adotamos novo modelo seguindo modelo do Inca com algumas adaptações necessárias com a nossa realidade. Abaixo elencamos as etapas que se desenvolve o projeto:

1. Capacitação
Foram habilitados quatro servidores da Secretaria Municipal da Saúde, através do curso de capacitação do Programa Nacional de Controle de Tabagismo, Abordagem e Tratamento, promovido pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).

2- Abordagem
A abordagem mínima consiste em uma breve abordagem estruturada realizada na rotina de atendimento de qualquer profissional de saúde, com duração de três a cinco minutos, para mudar o comportamento do fumante através do método PAAPA (Pergunte, Avalie, Aconselhe, Prepare e Acompanhe).

As pessoas interessadas fazem inscrição e de acordo com a oferta são chamadas para participar do grupo. É importante salientar que no momento das inscrições é feito um pequeno questionário e é avaliada a necessidade de cada pessoa e assim é estabelecido critérios na ordem de chamada, além da ordem de inscrição. Esta triagem tem por objetivo priorizar pessoas com maior grau de risco. A abordagem intensiva é uma abordagem realizada em ambulatório específico para atender os fumantes que desejam parar de fumar, sendo feita em grupo de apoio, através de sessões estruturadas.

As sessões são comandadas por profissionais de saúde de nível superior, e cada uma delas possui um tema com um roteiro específico. 

Primeira sessão: há a apresentação de todos os integrantes contando suas experiências com o cigarro e é apresentado ao grupo os objetivos e como os encontros serão realizados. Em todas as sessões é servido leite com cevada com intuito de substituir o café que na maioria das vezes é estimulante e antecede o cigarro.

Segunda sessão: o fumante é levado a entender a ambivalência do tabagismo, o que faz fumar e como o cigarro afeta a sua saúde, além de estipular uma data para abandonar o cigarro sendo realizado neste encontro palestra com orientações a respeito do histórico do tabaco no mundo, substâncias contidas no cigarro e suas implicações no organismo e no ambiente, também realizado o método de avaliação de Fagerström, que tem por intuito o reconhecimento da dependência (Física, Psiquica). Nessa etapa os participantes são encaminhados para avaliação médica nas Unidades Básicas onde será avaliada a necessidade de medicação.

Terceira sessão: ele toma conhecimento de como poderão ser os primeiro dias sem fumar e aprende técnicas para lidar com isso, é explicadas técnicas para vencer obstáculos da abstinência, além se sugerir medidas como prática de exercícios físicos (técnica de Tai-Chi-Chuan) relaxamento, e mudanças de hábitos como: evitar ingestão de café, bebidas alcoólicas, situações consideradas “gatilho”.

Inovação ano de 2009: implantada a integração da família dos participantes onde será enfatizada a importância do apoio familiar como estimulo à cessação do cigarro.

Quarta sessão: avaliação do Índice de Massa Corpórea (IMC), Pressão Arterial, onde passam por orientações nutricionais. A nutricionista tem importante papel no grupo, pois muitos não param de fumar com medo de engordar. Isso é bastante detalhado no grupo, onde é explicado que não é parar de fumar que faz engordar, na verdade ocorre uma pequena alteração de peso, sendo a maior parte causada pela ansiedade que acompanha todo o processo. Pacientes acima do peso são acompanhados individualmente nas Unidades Básicas de Saúde pela nutricionista.

Quinta sessão: participantes começam a usufruir dos benefícios obtidos após parar de fumar e prepara-se para a manutenção permanente disso e deverão comparecer a mais encontros, onde serão compartilhados seus sucessos e dificuldades vivenciadas neste período. Estes encontros são de extrema importância para os participantes que deixaram de fumar, pois serão reforçados em seus compromissos com a abstinência e, para aqueles que não pararam, haverá encorajamento a fazê-lo, contando com o apoio da equipe. Lembramos que nada impede aos participantes engajados nos grupos de fazerem visitas individuais ao profissional de saúde e ao grupo.

Tanto na abordagem mínima, quanto na abordagem intensiva, alguns fumantes podem se beneficiar de um apoio medicamentoso. Esse apoio só deve ser oferecido aos fumantes que apresentarem um alto grau de dependência física à nicotina, e tem a finalidade de reduzir os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina.

Resultados

Os resultados ao longo desses quase 6 anos de grupo são excelentes quantitativamente e qualitativamente.
No primeiro ano de grupo, como já foi dito acima, o grupo era aberto e participou nessa primeira fase (de outubro de 2002 a abril de 2003) o total de 80 pessoas e dessas 20 pararam de fumar (25%). Esse resultado, apesar de satisfatório, ainda mostra as dificuldades enfrentadas nessa fase que já foram relatadas no breve histórico do grupo.

Com a capacitação e a nova forma de trabalho (5 encontros semanais) ao longo desses mais de 5 anos os resultados foram surpreendentes!

2002 foram 50 integrantes e desses 15 (30%) pararam de fumar;
2003 foram 65 integrantes e desses 18 (27,70%) pararam de fumar;
2004 foram 70 integrantes e desses 22 (31,42%) pararam de fumar;
2005 foram 82 integrantes e desses 25 (30,48%) pararam de fumar;
2006 foram 88 integrantes e desses 30 (34,09%) pararam de fumar;
2007 foram 155 integrantes e desses 55 (35,48%) pararam de fumar;
2008 até o mês de agosto foram 101 integrantes e desses 44 (43,56%) pararam de fumar.

Esses resultados demonstram que quantitativamente o grupo vem atendendo suas expectativas e aumentando o número de participantes bem como o número de integrantes que deixaram o hábito de fumar.
Qualitativamente os resultados também são nítidos, pois o abandono do cigarro proporciona melhor qualidade de vida a todos os participantes e suas respectivas famílias. Durante os encontros muitos integrantes são acompanhados por seus familiares que relatam a importância dessa pessoa deixar o cigarro para toda família.
Os integrantes fazem trabalhos de conscientização voluntária em eventos dessa secretaria abordando fumantes e os convidando para participarem do grupo.

Outro fator motivador é que todos que param de fumar ganham uma camiseta do Grupo Reacendendo a Vida como forma de incentivo pela determinação. Também é oferecida uma profilaxia bucal. 

Além de todo esse trabalho ambulatorial há também o trabalho educativo realizado nas escolas e projetos sociais através de palestras, folhetos. Há também as datas pontuais como o Dia Internacional de Combate ao Tabagismo (31/05) e Dia Nacional de Combate ao Tabagismo (29/08) onde também são realizados eventos, este último juntamente com o Programa Agita Olímpia (Promoção de Atividade Física).

O ano de 2009 conta com diferencial dos anos anteriores: Implantação no Ambulatório de Referência e Especialidades – ARE Olímpia do Ambulatório de Pneumologia – proporcionando aos participantes do Grupo a integralidade do atendimento, pois alguns participantes apresenta patologias causadas pelo uso tabaco. Dessa forma os integrantes são encaminhados ao Ambulatório de Pneumologia, fato que não ocorria anteriormente.

Conclusão
 
O Grupo Reacendendo à Vida é um estimulo aos dependentes de tabaco que decidem parar de fumar.
Os resultados do programa sugerem que os integrantes apresentam motivação à participarem ativamente do grupo através da discussão do assunto, disseminando as informações adquiridas e incentivando a participação de novos elementos. Deste modo podemos promover o combate ao tabagismo, preservando a saúde e promovendo uma melhor qualidade de VIDA. 

Secretaria Municipal de Saúde de Olímpia/2009

 
 

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