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Turismo

DEUSA NIKKI E A IRMANAÇÃO DE OLÍMPIA (BRASIL) E OLYMPIA (GRÉCIA)
DEUSA NIKKI DE PAIONIOS

Segundo relatos da história, Deusa Nikki, conhecida também como a Deusa Vitória, é uma obra do escultor Peônio (Paionios), nascido em Mende, na Macedônia, que foi esculpida em celebração à vitória de Messênios e Naupactianos sobre os Espartanos, em meados do ano 420 a.C. durante a Guerra da Arquidâmia, como foi intitulada a primeira parte da Guerra do Peloponeso, motivada pela batalha entre os povos em busca da expansão territorial.

A obra original foi encontrada em dezembro de 1875, durante escavações no sítio arqueológico da Olympia Antiga, em frente ao lado sudeste do Templo de Zeus, e, desde 1994, ocupa uma sala especial do Museu Arqueológico da cidade. O monumento completo, com o pedestal, possui quase 11 metros de altura, sugerindo a ideia da Deusa Nikki descendo em triunfo do Monte Olimpo, morada dos deuses, dominando os elementos da natureza e proclamando a vitória.

A simbologia diz que Deusa Nikki desce dos céus e toca seu pé esquerdo sobre a cabeça do ser humano que conquista uma vitória. A imagem reflete o corpo inclinado para frente, com o manto esvoaçante, abrindo suas asas, e o pé direito descansando sobre uma águia, símbolo de Zeus.

Desde 2004, quando os Jogos Olímpicos foram celebrados em Atenas, sua imagem vem sendo cunhada nas medalhas de ouro, prata e bronze das Olimpíadas.


ELEMENTOS DA COMPOSIÇÃO
Além da estátua da Deusa Nikki, que é o foco principal do projeto, o espaço arquitetural conta com outros elementos que compõe uma harmonia. Trata-se de quatro pedestais menores que representam as quatro estações do ano. Eles possuem, em planta baixa, seção triangular. Já, em elevação, isso resulta em três faces, cada qual com um símbolo de um deus do Olimpo, contando assim, com 12 símbolos, no total.
O deslocamento do pedestal principal para fora do centro da composição fez com que, em planta baixa, surgisse, quando conectados os pontos dos 4 pedestais menores e o pedestal principal, o desenho de uma estrela. É a representação do sol poente que tanto nos espiritualiza e fascina, e, não obstante, para onde está orientada a estátua da Nike.



O PROJETO OLIMPIENSE

A edificação do monumento é uma homenagem à irmanação entre a Estância Turística de Olímpia, Brasil, e a Olympia Antiga, Grécia, cuja intenção é valorizar a importância dos laços construídos entre as nações.

O projeto edificado na Estância Turística de Olímpia, é uma réplica da imagem original autorizada pela municipalidade grega, que forneceu o estudo das proporções da deusa em modelo 3D. O monumento contemporâneo foi instalado em uma rotatória da Avenida Benatti, no Vale do Turismo, região do município que se encontra em plena expansão e onde se concentram os grandes empreendimentos turísticos locais. No espaço, foi construída uma praça com paisagismo e edificada uma pedra fundamental como base para a estátua, totalizando cerca de 8 metros de altura. O projeto conta ainda com uma Pira Olímpica em referência às Olimpíadas, tendo em vista que a cidade coirmã é berço dos Jogos Olímpicos.

A proposta foi uma iniciativa do Prefeito de Olímpia, Fernando Cunha, apresentada presencialmente pelo Chefe do Executivo, durante o Fórum das Cidades Irmãs da Olympia Antiga, realizado durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica dos Jogos de Tóquio, em 2020, quando teria ocorrido a edição, que foi adiada para 2021 devido à pandemia.
 
A escultura foi executada pelo conceituado artista plástico, Romildo Cardozo. O projeto arquitetônico do espaço foi elaborado pelo arquiteto da secretaria de Obras, Engenharia e Infraestrutura, Sérgio Oliveira da Silva Carvalho, com supervisão do secretário da pasta, Leandro Gallina.
 
A IRMANAÇÃO

 

A Cerimônia de Irmanação, que oficializou a geminação das cidades, ocorreu no dia 10 de junho de 2019, após diversas tratativas e decisões aprovadas pelos Conselhos Municipais, com proposta oficial apresentada pelo prefeito Fernando Cunha e intermediada pelo embaixador do Brasil na Grécia, Cesario Melantonio Neto, com apoio do então ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

O palco da cerimônia foi Templo de Hera, local sagrado no sítio arqueológico de Olympia, berço dos Jogos Olímpicos, que tiveram início em 776 A.C. É deste templo que a cada quatro anos é acesa a chama dos Jogos Olímpicos e de onde a tocha é levada por atletas até a cidade sede do evento. Na data, a solenidade contou com a presença dos representantes olimpienses, Edilson De Nadai, atual secretário municipal de Governo, e a turismóloga, Cristina Prado, além do neurologista e professor da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Prof. Dr. Acary Bulle Oliveira, que apoio o processo de geminação, após coordenar um simpósio de saúde na Estância Turística de Olímpia, em 2018, buscando trabalhar o resgate das histórias gregas quanto aos ensinamentos em Saúde, relacionando-os à natureza hidrotermal de Olímpia com o objetivo de transformar a cidade em um território para promoção da saúde integrada, unindo corpo, mente, arte, cultura e espiritualidade.

A geminação de cidades é um conceito que tem como objetivo criar relações e mecanismos protocolares, essencialmente em nível espacial, econômico e cultural, através dos quais cidades de áreas geográficas ou políticas distintas estabelecem laços de cooperação. Estes acordos levam ao estabelecimento e intercâmbio cultural, partilha de conhecimento, ensino (estudantes) e políticas empresariais entre outras atividades.

Com a irmanação, os municípios se comprometem a difundir e fomentar os ideais olímpicos de amizade, paz e fraternidade entre as nações, bem como a visão comum do desenvolvimento das relações culturais, turísticas e esportivas entre as cidades, os cidadãos e as nações da Grécia e do Brasil.
 







¹Nascidos em Messênia, região da Grécia Antiga situada no sudoeste do Peloponeso.
²Nascidos em Naupactus, região da Grécia Antiga situada em uma baía na costa norte do Golfo de Corinto.
³Nascidos em Esparta, cidade da Grécia Antiga situada no sudeste do Peloponeso.
⁴Nome em referência ao Rei de Esparta, Arquidâmio.

 
 
 
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