A Prefeitura da Estância Turística de Olímpia, por meio da Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente, realizou, na noite da quinta-feira (3), na Câmara Municipal, a 2ª Audiência Pública da revisão do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS), desta vez dedicada aos Resíduos da Construção Civil (RCC). O encontro apresentou um diagnóstico atualizado sobre a geração, o transporte, a destinação e os pontos de descarte irregular no município.
Segundo o levantamento apresentado durante a audiência, Olímpia gera uma estimativa de 144,9 metros cúbicos de resíduos da construção civil por dia, volume semelhante ao registrado no diagnóstico anterior, realizado em 2014. A maior parte, 83,05%, é formada por resíduos da classe A, como solo, tijolos, concreto e argamassa, que podem ser reciclados e reaproveitados em obras e na manutenção de estradas rurais.
O estudo também identificou 96 pontos com algum tipo de irregularidade. São 70 áreas de descarte clandestino, sendo 14 consideradas ativas, além de 26 locais de armazenamento irregular de materiais e resíduos. Apesar do cenário ainda exigir atenção, houve redução de 30% nos pontos clandestinos ativos em relação ao levantamento de 2014, quando Olímpia registrava 20 áreas nessa condição.
O diagnóstico foi elaborado a partir de trabalho de campo realizado na área urbana, no entorno do município e nos distritos, com registro de mais de 500 fotografias. O levantamento também apontou que, em 2025, cerca de 3.600 metros cúbicos de resíduos da construção civil foram reutilizados na manutenção de estradas rurais.
Outro dado apresentado foi a relação entre o crescimento do setor turístico e a geração de resíduos. Entre 2016 e 2026, Olímpia licenciou 4.642 obras novas e reformas. Das 346 obras com mais de 300 metros quadrados, classificadas como potenciais grandes geradoras de entulho, 67% estavam relacionadas ao turismo.
A audiência também abordou a estrutura existente para o recebimento e a destinação dos resíduos. O diagnóstico apontou a necessidade de melhorias nas áreas públicas de transbordo dos distritos de Baguaçu e Ribeiro dos Santos, além da ampliação da estrutura do Ecoponto para o recebimento de móveis e outros resíduos volumosos. Uma segunda unidade está em estudo.
A etapa apresentada representa o diagnóstico da situação atual. Na próxima fase, denominada prognóstico, serão elaboradas propostas e ações de curto, médio e longo prazo, considerando os problemas identificados e as medidas já previstas no plano anterior.
A abertura e a condução dos trabalhos foram realizadas pelo diretor da Divisão de Meio Ambiente, Paulo Sérgio Buzzo Júnior. Também participaram da audiência vereadores, além do secretário municipal de Zeladoria e Meio Ambiente, João Paulo Morelli.
A revisão do PGIRS seguirá com outras duas audiências públicas. A próxima está prevista para 29 de outubro, com discussão sobre resíduos industriais, de saneamento, mineração, transportes, atividades agrossilvopastoris e cemitérios. Já em 10 de dezembro, serão debatidos os resíduos dos serviços de saúde e a coleta seletiva.
A previsão é que a versão final do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos seja concluída entre março e abril de 2027.









