Celebrado em 21 de março, o Dia Internacional da Síndrome de Down marca a mobilização especial a favor do respeito às diferenças. Em Olímpia, as escolas municipais, que vivenciam esse cuidado todos os dias, aproveitaram esta semana para fortalecer ainda mais a Educação Inclusiva, mostrando que a inclusão é um compromisso diário dentro e fora dos muros escolares, desenvolvendo diversas atividades entre os dias 16 e 20 de março.
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Instituída pela ONU desde 2012, a data visa conscientizar sobre os direitos de pessoas com Síndrome de Down em todo o mundo. A condição, caracterizada por uma alteração no DNA humano ainda no útero materno, não é uma doença, mas sim uma variação genética que traz características diferentes e únicas. Pessoas com Down têm deficiências intelectuais que pedem um atendimento especial na escola, mas acima de tudo, são capazes de aprender dentro do seu próprio tempo quando tratadas com dignidade.
Na rede municipal de Olímpia, atualmente oito estudantes com Síndrome de Down estão matriculados e participam ativamente do ensino regular, seguindo o currículo da Base Nacional Comum. No contraturno, eles recebem apoio do Atendimento Educacional Especializado (AEE), conduzido por professores especialistas, o que garante estratégias pedagógicas adequadas às suas necessidades e promovendo seu aprendizado integral.
Para Jéssica Maria Martins, mãe do pequeno Pedro, aluno com síndrome de Down da EMEB Prof Reinaldo Zanin, a inclusão na escola é importante não apenas para seu filho, mas para todas as crianças, por ensinar, desde cedo, princípios sobre a igualdade.
“O Pedro ama a escola, gosta de brincar e, muitas vezes, já pega a bolsinha sozinho, animado para ir. Isso enche nosso coração de alegria. Somos muito gratos à escola, porque essa convivência, esse acolhimento e o respeito fazem toda a diferença. Ele tem o tempo dele para aprender, um pouco diferente, mas está evoluindo a cada dia”, diz, emocionada, a mãe.
Neste ano letivo, cerca de 168 profissionais da educação atuam com o ensino inclusivo na rede municipal, contando com uma Supervisora de Ensino Inclusivo, dois Coordenadores Técnicos Pedagógicos, 35 Professores Especialistas em Educação Especial, 80 Professores Auxiliares e 50 Profissional de Apoio, além de uma equipe multidisciplinar na Secretaria de Educação.
AGENDA ESCOLAR INCLUSIVA
Durante os dias 16 e 20, o uso do laço azul e amarelo, símbolo internacional da causa, por toda a comunidade escolar mobilizou as ações. As escolas promoveram atividades como apresentações culturais, palestras e momentos lúdicos de convivência e reflexão sobre a empatia, envolvendo também famílias e a comunidade escolar.
Como parte das ações, o especial “Desfile de Meias” aconteceu na Escola Municipal Tio Barnabé na sexta-feira, dia 20. O uso de meias coloridas diferentes, símbolo da diversidade humana, reforçou a mensagem de que as diferenças tornam a sociedade mais rica.
As bandas infantis Batuta Baqueta e apresentações culturais de grupo parafolclórico também animaram as escolas Santo Seno e Sítio do Pica-Pau Amarelo, transformando a conscientização em um momento de diversão para todas as crianças.
A programação incluiu, ainda, a participação da APAE, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, uma instituição parceira no acompanhamento de alunos com deficiências, fortalecendo o trabalho coletivo em prol da inclusão desde a educação infantil, fundamental, até a vida adulta.
Para Silvana Albano, supervisora da Educação Especial Inclusiva, ações como estas mobilizam a empatia, cooperação, respeito às diferenças e valorização da diversidade na comunidade escolar, contribuindo para um ambiente educacional mais acessível. “A inclusão é uma responsabilidade compartilhada entre escola e família, sendo fundamental a participação dos pais e responsáveis para o fortalecimento de práticas inclusivas”, explicou Albano.
O trabalho da Educação Especial no município tem se consolidado como referência no acolhimento de alunos com deficiência e transtornos de aprendizagem, com práticas que combatem o capacitismo e promovem a convivência respeitosa entre todos.
Mais do que marcar uma data no calendário, as ações desenvolvidas nas escolas de Olímpia reafirmam que a inclusão deve ser uma meta diária, feita com atitudes cotidianas de respeito às singularidades de cada pessoa, e transformando toda a cidade em um lugar mais acolhedor e humano.
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