Ao longo do Maio Laranja, mês de conscientização ao abuso sexual infantojuvenil, a Prefeitura de Olímpia, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, promoveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção e de escuta especializada.
Com iniciativas que uniram arte, informação e escuta qualificada, a cidade reforçou a campanha “Faça Bonito” de 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
O abuso sexual infantojuvenil prospera no silêncio. Por isso, as ações municipais foram pensadas para furar esse silêncio com a arte, lúdica e acessível a qualquer criança, e pelo aprimoramento técnico dos servidores que são, muitas vezes, os primeiros a ouvirem um pedido de socorro em equipamentos públicos. Juntas, essas frentes formam uma teia de proteção importante para as vítimas deste crime.
Teatro que educa e protege
Nos dias 12 e 13 de maio, a peça “A Flor e o Palhaço”, da Cia. de Teatro de Coroas, percorreu os equipamentos sociais e espaços educativos de Olímpia, levando uma mensagem de proteção onde as crianças já estão: nos CRAS, nas escolas e nos núcleos distritais.
No dia 12, as sessões reuniram estudantes da EMEB Zenaide, com cerca de 400 crianças, além de atender as famílias do CRAS 3, no Jardim Luíza, e do CRAS 2, no São José. No dia 13, o espetáculo chegou ao Núcleo de Baguaçu e ao Núcleo de Ribeiro dos Santos, garantindo que a mensagem alcançasse também quem vive nos distritos da cidade.
Já nesta segunda, dia 18, a peça “Cuide bem do seu nariz!”, apresentada pela Companhia Teatral Áquila Moreira, trouxe reflexões de forma lúdica para o Coreto da Praça Rui Barbosa. Com sessões às 9h e às 15h, entrada gratuita e classificação livre, a peça ocupou o coração da cidade para dizer, de forma leve e educativa, para 200 alunos da EMEB Joaquim Miguel dos Santos, E.E. Reis Neves, Escola Pégasus, APAE, ABECAO e ONG Humanizar, a importância de se atentarem e denunciarem situações abusivas.
O evento foi prestigiado pelos secretários municipais de Educação, Jéssica Maria dos Santos, de Governo e Relações Institucionais, Cláudio Ferreira, e de Assistência e Desenvolvimento Social, Edna Marques.
Escuta Especializada
Antes de qualquer espetáculo, foi preciso preparar quem está na linha de frente. Em abril, cerca de 500 profissionais da rede de proteção participaram da primeira etapa de capacitação promovida pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social: uma formação voltada à compreensão do protocolo integrado de atendimento, preparando os servidores para reconhecer e acolher os relatos espontâneos de crianças e adolescentes.
Na segunda etapa, cerca de 30 profissionais foram selecionados para compor o núcleo centralizado de escuta especializada, formando os pontos focais do atendimento qualificado. Em maio, esses mesmos profissionais avançaram para a terceira etapa, ainda em curso, voltada ao aprimoramento metodológico e à qualificação contínua para o atendimento de menores de idade que são vítimas ou testemunhas de violência.
A iniciativa está alinhada à Lei nº 13.431/2017 e ao Decreto nº 9.603/2018, que instituem o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, assegurando a escuta protegida e prevenindo a revitimização. Ao final das etapas formativas, os profissionais capacitados passam a integrar o núcleo de escutadores, atuando de forma articulada com diversos órgãos da Prefeitura.
Responsabilidade de todos
A Prefeitura de Olímpia reafirma que a proteção da infância é responsabilidade de toda a sociedade. Cada profissional capacitado, cada criança que assiste a uma peça de teatro e cada cidadão que decide não fazer silêncio contribui para uma cidade mais segura.
Tais atividades reforçam a adesão do município ao selo Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança, promovido pela Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos) para o fomento aos direitos de crianças e adolescentes do Brasil.
A denúncia pode interromper um ciclo de violência e salvar vidas. Suspeitas e denúncias de abuso ou exploração sexual envolvendo menores de idade podem e devem ser feitas pelo Disque 100, um serviço sigiloso e gratuito, disponível 24 horas.









