A programação contou com a apresentação da peça teatral “No meu Lar mora o Amor!”, da Cia. de Teatro dos Coroas, trazendo a linguagem da arte para sensibilizar as comunidades sobre os direitos das mulheres e relembrar os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados no início do mês.
Além das apresentações teatrais, foram realizadas rodas de conversa sobre a rede de proteção de Olímpia, com orientações sobre o atendimento social, a atuação das forças de segurança, o apoio jurídico e os caminhos para as vítimas buscarem ajuda em situações de violência na cidade.
Durante a programação, foram sinalizados quais são os diferentes tipos de violência e quais são as instruções para denunciar agressores. Embora agressões físicas, como lesões, cortes ou demais ferimentos, sejam facilmente reconhecidas como crimes contra as mulheres, as violências em relacionamentos começam muito antes do primeiro soco.
Ameaças, humilhações, entre outras situações de abalo emocional, são consideradas violência psicológica, enquanto estelionatos, controle do trabalho e do dinheiro da mulher se enquadram como violência patrimonial. Além desses atos, durante a atividade foram mencionadas a violência de cunho moral, vinculada à exposição da vida íntima da mulher; e a violência sexual, que, para além dos estupros e constrangimentos sexuais, também se refere às tentativas de forçar uma gravidez, matrimônio ou prostituição.
Todas essas formas de violência são previstas como ações criminosas pela Lei Maria da Penha e devem ser denunciadas aos órgãos competentes. Identificar os sinais de abuso e reconhecer os serviços de proteção disponíveis são os primeiros passos para buscar ajuda, denunciar e romper o ciclo da violência doméstica.
A orientação dos núcleos de Proteção Social Básica e de Proteção Especial de Olímpia, responsáveis pelas atividades, e dos representantes da Guarda Civil Municipal (GCM), da OAB, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e da Polícia Militar, é que as vítimas e pessoas próximas podem denunciar violências pelo Disque 180, canal de socorro da Central de Atendimento à Mulher. Em casos de urgência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.
Edna Marques, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de Olímpia, sinalizou que, para além de uma campanha de conscientização, o Agosto Lilás vem para reforçar um trabalho de prevenção e de enfrentamento à violência realizado durante todo o ano. “Queremos conversar, informar, conscientizar e fortalecer os vínculos da comunidade com nossos órgãos de segurança e proteção, para que a violência possa ser identificada logo no início e enfrentada antes que a situação se agrave. As mulheres vítimas de violência não estão sozinhas nesta jornada”, ressaltou a secretária.
Com a programação, a Prefeitura de Olímpia reafirma que o enfrentamento da violência contra a mulher é uma prioridade. Embora o Agosto Lilás intensifique o diálogo sobre o tema, o trabalho de orientação, acolhimento, identificação de situações de risco e encaminhamento para os serviços especializados é permanente. Por meio da rede socioassistencial e da articulação com os órgãos de segurança, Justiça e demais parceiros, a Administração Municipal busca estar mais próxima das mulheres e das comunidades, ampliando a confiança e os caminhos de proteção e ajuda.









